Moscas não têm cotovelo, mas se tivessem, curariam sua dor num generoso copo de cachaça. Ao menos é o que nos diz pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA.

Que o álcool é uma alternativa para corações partidos (principalmente os masculinos) todos nós sabemos. A surpresa agora fica por conta do porre por um amor não-correspondido das moscas. Sim, as moscas também amam, e pelo jeito enchem a cara quando tomam um fora.

A experiência que chegou a essa conclusão foi feita da seguinte maneira: Um conjunto de moscas macho foram separadas em dois grupos – um deles foi colocado ao lado de fêmeas virgens, que permitem a cópula, e o outro teve contato com fêmeas arredias. Depois, os insetos puderam optar entre dois tipos de alimentos – com ou sem álcool. Foi quando os cientistas descobriram que as moscas rejeitadas gostam da bebida alcoólica – bem mais do que as que conseguiram sexo.

Se deu bem né, rapazinho!

Mas existe uma explicação científica para isso. Acontece que o sexo eleva o nível de uma substância chamada “neuropeptídeo F”, ligada ao chamado sistema de recompensa do cérebro. Quanto menor esse nível, maior a chance de que a mosca consuma álcool.

A boa notícia disso tudo é que, como se trata de uma relação química, a descoberta pode ser desenvolvida a ponto de explicar mecanismos do alcoolismo em humanos. A pesquisa foi divulgada pela “Science”, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, nesta quinta-feira (15 de março).

Minha conclusão sobre isso tudo: o mundo está cada vez mais estranho e se alguém disser que você está entregue às moscas, não se ofenda, muito pelo contrário. Aproveite o momento, peça pro garçom descer mais duas doses e afogue todas as suas mágoas amorosas com sua mais nova parceira de gole.

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