Harmonizar os mais variados pratos com vinho ou cerveja é uma prática costumeira entre bebedores mundo afora. Um jantar especial, um almoço em família, uma reunião entre amigos ou até mesmo um encontro informal são boas ocasiões para uma rodada de comes-e-bebes.

Normalmente a bebida é escolhida de acordo com a situação. Para aquele jantar com a pessoa amada geralmente a escolha fica entre um bom vinho, encorpado, saboroso e de um apelo romântico sem igual. No almoço de domingo em família, onde você encontra desde um suculento churrasco à uma belíssima feijoada, normalmente a cerveja dita as regras.

Paradigmas a parte, vinho e cerveja podem sim ser utilizados para harmonizar o mesmo prato. Você não precisa se desvencilhar de um para apreciar o melhor sabor do outro na mesma refeição. Ao menos é o que nos garante o sommelier Rene Aduan Jr. “A ideia é criar outro conceito de refeição. A gente separa os momentos festivos e os de celebração mais formal. Na praia, é cerveja, no restaurante, é vinho. Mas a cerveja é baseada em quatro matérias primas e isso faz com que ela possa ter um resultado até melhor do que o vinho, que se baseia só na fruta”, afirma.

cerveja e vinho

Um mesmo prato, segundo Rene, pode gerar uma experiência nova, se consumido com cerveja ou vinho. Por isso, nada impede que se coma com dois copos à disposição. O único cuidado a ser tomado, para não estragar o sabor, é não beber um seguido do outro. Para aproveitar ao máximo, o melhor é intercalar goles e garfadas, para “limpar” o gosto da boca. A água também ajuda nesse ponto, com a vantagem de hidratar e evitar a temida ressaca, que ocorre quando há exagero nas quantidades, não devido à simples mistura de bebidas.

Outro aspecto relevante na mistura é o lado financeiro. Além de criar uma experiência peculiar, aderir à harmonização com vinho e cerveja deixa a conta do jantar mais barata, já que o primeiro costuma ser bem mais caro do que a segunda. Isto porque, se analisarmos a melhor e mais cara cerveja do mundo, certamente ela não fará frente ao preço de um vinho “diferenciado”, de uma safra anual, que pode chegar a seis ou sete mil euros. É possível ter uma ótima experiência por um preço mais acessível.

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