Falar de cachaça é sempre um prazer (ao menos para mim). Ela é o carro-chefe etílico nacional, além de ser mundialmente conhecida como um produto 100% “made in Brazil”, inclusive reconhecida oficialmente pelo governo americano pelo nome “cachaça”, uma vez que antes era chamada de “Brazilian rum” por lá.

Conforme dito anteriormente, a cachaça é um produto legitimamente brasileiro. A principio, a “pinga” aparecia descrita em alguns relatos do século XVI como uma espécie de “vinho de cana” somente consumida pelos escravos e nativos.  Entretanto, na medida em que a popularização da bebida se dava, os colonizadores começaram a substituir as caras bebidas importadas da Europa pelo consumo da popular e acessível cachaça.

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Escravos produzindo o, até então chamado, “vinho de cana”.

E se você é brasileiro, mas ainda não manja nada dos “paranauê” da cachaça, o Etílicos.com vai passar algumas informações que vão fazer de você um verdadeiro expert da purinha…praticamente um “cachaceiro” (no sentido literal da palavra).

Fique atento aos tipos de cachaça

Existem dois tipos de cachaça: a branca e a amarela. Qual delas é a melhor? as duas são excepcionais!

A branca pode ou não passar por madeira. É importante destacar que a cachaça não pode ter nenhuma alteração de cor. Nesse caso, aparecem como Clássica, Tradicional ou Prata. A cachaça que não passa por madeira, depois da destilação, é descansada em aço inox e em seguida padronizada e engarrafada. A bebida apresenta aroma e paladar mais próximos da cana. Algumas cachaças são retidas em madeiras que não soltam coloração (Jequitibá, Freijó, Amendoim) – portanto, elas continuam sendo brancas.

Já a amarelinha é a cachaça que foi armazenada ou envelhecida em madeira e apresentou alteração substancial na sua coloração. Nesse caso aparecem com a expressão Ouro.

Não seja preconceituoso: beba as duas e seja feliz!

Não seja preconceituoso: beba as duas e seja feliz!

Como funciona o envelhecimento da cachaça?

Quando a cachaça é retida em madeira ela pode ser armazenada ou envelhecida. Quando armazenada, ela fica por tempo indeterminado  (3 meses, 5 meses, 1 ano, 3 anos) em tóneis de madeira sem distinção de tamanho. Esse processo resulta no chamado “amaciamento” da bebida, influenciado no seu aroma e paladar de acordo com a madeira.

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Já quando a cachaça é envelhecida, no mínimo 50 % da bebida fica durante pelo menos 1 ano em tonéis de no máximo 700 litros. Por ser um tonel menor e por ficar retido por mais tempo, as cachaças envelhecidas acabam apresentando alterações mais evidentes na sua cor, aroma e paladar. As cachaças chamadas Premium são 100% envelhecidas de 1 a 3 anos. E a Extra-Premium é 100% envelhecida no tempo mínimo de três anos.

Artesanal ou industrializada?

Esse é um tópico que já foi abordado por aqui. Qual a melhor cachaça? a industrializada, que se encontra em qualquer supermercado ou loja do ramo, ou a de fabricação artesanal, com as características muitas vezes pessoais do fabricante?

Particularmente prefiro as artesanais, pois o tipo de envelhecimento dessas cachaças – sem a necessidade de aditivos químicos – fornece uma bebida mais saborosa e robusta. Contudo, essas cachaças costumam ser mais caras que as industrializadas, o que faz com que a maioria opte por essas na hora de confeccionar alguns drinks, como a nossa querida caipirinha.

A verdade é que as cachaças artesanais são melhores na qualidade e no sabor, o que não significa necessariamente que as industrializadas sejam ruins, muito pelo contrário.

Créditos: mapa da cachaça.

Créditos: Mapa da cachaça

 

Um outro detalhe interessante sobre as cachaças artesanais são as chamadas “cachaças curtidas”. Ervas, frutas, caroços, folhas e outras iguarias, proporcionam os mais diversos tipos de sabores de pinga. São inúmeros sabores, tais como mel, gengibre, figo, guaco, maçã e até de amendoim. Certamente você vai gostar de algum!

Fonte: Tudo para homens

 

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