Todos nós temos algum episódio lamentável envolvendo bebida, pode confessar. Seja você um bebedor social, de fim-de-semana ou um pé-de-cana assumido, alguma vez você já enfiou o pé na jaca e fez coisas que sóbrio não teria coragem de fazer. Relaxa amigão, tomar um porre é a coisa mais normal do mundo.

Pensando nos diversos porres e vergonhas alheias que passei em toda minha vida de cachaceiro, e ao mesmo tempo cansado de ser sacaneado por conta deles, decidi expor os podres das mais diversas figuras públicas e até históricas que consegui lembrar. Óbviamente que também pesquisei net adentro algum infeliz que tenha se exposto ao ridículo por causa da mardita, e consegui alguns resultados interessantes. Bom, chegou a hora da vingança. Segue a lista dos maiores porres e loucuras cometidas por algumas celebridades:

Amy Winehouse e seus porres regados a álcool e drogas: Não tinha figurinha melhor pra começar do que a chapada (e talentosíssima) Amy Winehouse. essa aí já não é novidade alguma nos tablóides de fofocas e programas de televisão no melhor estilo TV Fama e Superpop. Sempre bêbada, ultimamente tornou-se difícil ver a cantora sóbria nos noticiários ou até mesmo em seus shows. Amy Winehouse costuma fazer a alegria dos paparazzi, que se esbaldam em inúmeros flashs de sua cara bizarra e corpo cambaleante, principalmente quando sai de alguma festinha, onde os carniceiros fazem plantão só aguardando a bebum pagar calcinha ou peitinho. Impossível listar um porre específico dessa figura. Bebaça mais do que manjada.

Janis Joplin e seus inúmeros porres de whisky: Ainda no campo da música, Janis Joplin, ícone feminino do rock, sempre levou ao pé da letra a ideologia sexo, drogas e rock n’roll, mas nesse caso a frase pode ser facilmente modificada para “sexo, drogas, ÁLCOOL e rock n’ roll”. Sua bebida favorita era o whisky, mais precisamente o da marca comfort. Reza a lenda que Janis carregava seu whisky em uma sacolinha que ficava pendurada na cintura. Botequeira (eu disse BOTEQUEIRA, cuidado com a leitura) de primeira, Janis Joplin sempre disse gostar de bares sujos, com bêbados imundos, porque adorava uma “conversa de bar”. Sua vida de exageros custou caro, e Janis morreu de overdose aos 27 anos, ainda com o troco do cigarro que havia saído para comprar minutos antes.

Walt Disney e seus porres de whisky com soda: Quem diria, não? o criador do Mickey, pato Donald, Pateta, Pluto e outros era um tremendo beberrão. Seu drink favorito era whisky com soda, que ele bebia como se fosse água inclusive em seu café da manhã. O senhor Disney era um aficcionado por trens e por isso mandou construir uma mini-ferrovia em sua casa, o que rendeu um episódio no mínimo curioso. Depois de um porre daqueles de sua bebidinha preferida, o bebum resolveu dar uma voltinha de trenzinho e o resultado você já pode imaginar. Ele perdeu o controle do trem e invadiu a sala de sua casa, destruindo tudo que tivesse a sua frente. Se álcool e direção não combinam, o que pensar de um bebaço que dirige um trem?. Apesar dessa história, Walt Disney nunca aparecia em público com um copo de bebida em mãos, além de proibir seus funcionários de beber. Afinal de contas, associar o Mickey ao álcool não seria uma jogada de marketing muito inteligente.

 

Kimi Raikkonen, o bebum da fórmula 1: Continuando na perigosa combinação álcool/direção, adentremos agora no mundo do automobilismo, onde o álcool não me parece ser (ao menos não deveria ser) muito bem-vindo. O finlandês kimi Raikkonen, campeão da fórmula 1 em 2007, sempre gostou de uma biritinha. Seu país natal, a Finlândia, tem um consumo de álcool de 83 litros per capita ao ano, portanto beber é praticamente um ato de amor à pátria, e isso ele faz muito bem. Em 2003, foi fotografado bêbado jogado em uma calçada de Cancún. No ano seguinte, mostrou as nádegas (branquíssimas por sinal) para fotógrafos nas ilhas Canárias. Diante desses episódios bizarros, sua escuderia na época (se me recordo a MacLaren) colocou em seu pé uma espécie de “babá” afim de regular suas constantes bebedeiras. Na verdade, a babá era o médico Aki Hintsa, que tinha a difícil missão de impedir que o jovem piloto “pisasse fundo” no álcool.

Noel Rosa, o poeta do botequim: Noel Rosa, o poeta boêmio, era um homem de saúde muito frágil. Teve tuberculose nos dois pulmões, o que acarretou em sua morte muito precocemente, aos 26 anos de idade. Mas nem a doença o impediu de largar a boa cervejinha gelada com os amigos sambistas. Noel vivia fugindo de seu médico, que certa vez o flagrou tomando cerveja em um boteco desses que costumava frequentar. O poeta então disse que a geladinha ajudava a paralisar os micróbios (malandrão). Dias antes de morrer, foi flagrado tomando cerveja com conhaque, e sempre usava a desculpa de que o conhaque era pra não beber de estômago vazio. Uma vez Boêmio, sempre Boêmio.

O trapalhão Mussum e seus porres de…: De qualquer coisa, né! com o saudoso “Mumu da mangueira” era assim, caiu no copo e não fosse água ele mandava pra dentro. Músico, comediante dos bons e apreciador nato de um bom “mé”, Antônio Carlos Bernardes, carinhosamente conhecido como Mussum, conquistou uma legião de fãs (eu inclusive) graças a seu enorme talento como sambista e principalmente comediante, associado a um carisma gigantesco que o transformaram em um dos personagens mais queridos e adimirados da televisão brasileira. O jeito inocente e engraçado que tratava sua relação com a cachaça era completamente natural, nada que pudesse ser interpretado como apologia ao alcoolismo. Prova disso é a profunda admiração por parte das crianças, seus principais fãs. Contudo, é bom ressaltar que Mussum gostava realmente de uma birita, não era só coisa do personagem. O Brasil perdeu uma de suas figuras mais queridas durante um transplante de coração, onde o grande Mussum se foi aos 53 anos de idade.

John F. Kennedy, o presidente fanfarrão: Sim, ele era um fanfarrão. E foi apenas mais um dos polêmicos ex-presidentes que a nação mais poderosa do mundo já teve. Festeiro e beberrão, Kennedy adorava uma farrinha com muitas garotas e bebida a vontade, e para isso contava com a companhia de seus agentes e homens do serviço secreto. Além de todas essas características, o popular presidente era muito imprudente, o que de certa forma lhe custou a vida. Dizem que no fatídico dia do desfile em Dallas, em 1963, Kennedy contrariou as ordens de seus seguranças, que sugeriram que desfilasse com a capota do carro fechada. O então presidente teria dito: “quero que todos esses babacas do Texas vejam como Jackie (Jacqueline Kennedy, sua esposa) é linda!”. Deu no que deu.

Jonh Bonham, o finado baterista do Led Zeppelin: Algumas bebedeiras terminam trágicas, isso todo mundo sabe. Mas, e quando a bebedeira termina trágica e (Deus que me perdoe) engraçada ao mesmo tempo?. foi o que aconteceu com o ex-baterista do Led Zeppelin, John Bonham. No dia 24 de setembro de 1980, o então baterista foi encontrado sem pulso por um técnico de som da banda. Um médico foi chamado e confirmou a morte de Bonham. Foi realizada uma autópsia para se diagnosticar a causa-mortis e é aí que a história se torna bizarra, ou engraçada: John morreu afogado em seu próprio vômito depois de um porre de aproximadamente 40 doses de vodka. Após o ocorrido, a banda decretou oficialmente seu fim, alegando não ter forças para prosseguir sem seu baterista original.

Essas foram apenas algumas figurinhas que achei interessante citar. Entretanto, o mundo das celebridades é cheio de personalidades excêntricas, que adoram enfiar o pé na jaca de vez em quando, seja pelo vício, por um descuido ou até mesmo uma tentativa infeliz de não sair da mídia. É sempre bom lembrar que a bandeira levantada pela equipe etilicos.com é a de beber com moderação, curtindo todo o prazer que uma boa bebida tem a nos oferecer, sem exageros. E lembrem-se: se beber, não dirija…muito menos um trem.

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