Você não precisa ser um farmacêutico devéras renomado, “gozado” de prestígio, com uma conta bancária exorbitante e com uma infinidade de mulheres se jogando aos seus pés, feito eu, para saber que a combinação álcool/medicamentos não dá certo. não é segredo pra ninguém. mas como eu sou “muito bem remumerado” para dividir meus conhecimentos científicos com vocês leitores, lá vou eu mais uma vez tentar dar um embasamento concreto para tentar impedir que você se auto-medique (o que é outra idiotice) e enfie o pé na jaca logo em seguida.

Todos nós já passamos pela desagaradável situação de sermos obrigados a abortar algum rockzinho porque estamos “tomando remédio“. não adianta negar. é tipo uma lei da vida. aparece aquela dorzinha de garganta e a mamãe (sempre ela) vem logo com aquela cartelinha de antibiótico, e diz: “vai ter que tomar tudo hein meu bebê, e não vai poder beber, pra não cortar o efeito do remedinho”. é duro adimitir amigos, mas ela tem razão!

há uma infinidade de medicamentos com comportamento muito variáveis perante o álcool. até um medicamento para a mais simples dor de cabeça pode ocasionar sérios danos no seu organismo. o paracetamol por exemplo. um fármaco de fórmula química conhecida, usado como antipirético e analgésico, de venda livre iclusive, que se adiministrado com altas doses de bebida alcoólica, torna-se potencialmente tóxico para o fígado. no caso dos calmantes por exemplo, o uso concomitante do álcool diminui o raciocínio, os reflexos e consequentemente as tarefas de precisão.

No caso específico dos antibióticos, citado anteriormente, o abuso do álcool impede a eficácia do tratamento, uma vez que o ácido clorídrico (responsável pela gastrite) produzido pelo álcool fará com que haja uma menor absorção do fármaco no estômago e no intestino (principalmente no duodeno, onde a maioria dos medicamentos são absorvidos). os diabéticos correm sério risco, pois os níveis de glicose no sangue caem bruscamente, causando hipoglicemia.

Enfim, a lista de desastres medicamentosos é intensa, e se fôssemos citar todos os malefícios aqui esse post ficaria extenso, praticamente uma bíblia. o certo é que todo medicamento, por mais bobo que pareça ser, vai causar alguma modificação no seu organismo, seja por bloqueio de algum receptor, interação com alguma substância dentre outras maneiras. portanto, não convém promover um coquetel molotov no seu interior. o resultado pode ser catastrófico.

Então jovens, façam um esforço de vez em quando e escutem suas mães. segurem a onda quando estiverem se medicando e procurem não encher a lata. a máxima é a mesma daquela batida “se beber, não dirija”. mas nesse caso pode ser “se beber, não se medique…, ou vice-versa”.

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